terça-feira, outubro 04, 2005

A leve brisa do vento vai fazendo com que todas as ruas fiquem cobertas por um manto de folhas de Outono. Vou rodopiando naquele chão macio, enquanto as palavras vão penetrando aquele chão e aninhando-se no meio do conforto das folhas outonais.
Quero-as de volta, mas elas cansaram-se desta minha inconstância, destes meus sentimentos repentinos e passageiros.

Sigo caminho até casa, esquecendo-me que parte de mim me abandonou, naquela floresta.

As lágrimas vão caindo sobre o meu rosto que, lentamente, vai ficando humedecido. Decido olhar para trás e ver o que lá ficou, e vejo que as palavras me perseguem e que, firmes, me dizem:

“Não desistas, que nós não te deixaremos”

Sorrio. Não desisto e sigo caminho.

2 à janela:

At 7/10/05 3:50 da manhã, Anonymous joão (folha solta) disse:

~ olá ... menina à janela ...

fui lendo os posts anteriores com alguma preocupação (confesso) mas achei que não devia dizer nada porque era a tua luta pessoal com as palavras e o nosso relacionamento com as palavras é o que há de mais íntimo na natureza humana.
Ao ler este teu último pensamento senti-me feliz, por ti e por todos os que te lêem, por saber que afinal as palavras parece que vão viver contigo para sempre. E acho que não poderiam estar em melhores mãos!
Costumo ter bastante dificuldade em encontrar livros que goste de ler porque ou são livros que me encham as medidas ou então prefiro ouvir música. "O mundo à janela" é dos poucos que gostava de ter na biblioteca ...
Se um dia conseguires transmitir também a tranquilidade então ... não sei, é porque o paraíso deve ser possível na terra!! ...
Felizes dos que partilharem a tua serenidade!...

beijinho! =)*******

 
At 7/10/05 6:56 da tarde, Blogger AmigaTeatro disse:

Sabes, João...
Adoro ler-te. Os teus comentários são tão agradáveis e de uma força extrema que me fazem sorrir e continuar ainda com mais ânimo e entusiasmo, também.

Um beijo,
e espero ler-te mais vezes =))
Aparece sempre, porque é muito bem-vindo!! ;)**

 

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